Parque Tecnológico da UFRJ terá fornecedoras da indústria de petróleo
22/12/2010

Multinacionais preveem investimento de até US$ 36 milhões em centros de pesquisa.

Mais duas multinacionais fornecedoras da indústria de petróleo construirão centros de pesquisa no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro: Halliburton e Tenaris Confab.

Juntas, as empresas que assinaram contrato com a UFRJ na terça-feira (21/12) devem investir cerca de US$ 36 milhões (R$ 61 milhões) para colocar em funcionamento seus primeiros centros tecnológicos no Brasil, com início de operação prevista para 2012.

Instalado no campus da Ilha do Fundão, o Parque Tecnológico vem se consolidando como um ambiente de interação entre empresas e universidade para desenvolvimento de novas tecnologias para a indústria de petróleo e gás natural.

A área já tem empresas como Schlumberger, FMC, Baker Hughes e Usiminas; a GE anunciou que fará um centro de pesquisa ali.

A americana Halliburton, uma das maiores do mundo em produtos e serviços para a indústria de petróleo, planeja investir de US$ 10 milhões a US$ 15 milhões no Centro de Tecnologia e Soluções, cujas pesquisas serão focadas na área de reservatórios em águas profundas do pré-sal.

"É uma excelente oportunidade de compartilhar conhecimento e experiência, o que beneficiará a indústria de óleo e gás no Brasil", disse Roberto Muñoz, vice-presidente da Halliburton para a América Latina.

A empresa, que foi presidida pelo ex-vice-presidente americano Dick Cheney e acusada de superfaturamento quando fornecedora dos Estados Unidos na Guerra do Iraque, ocupará um terreno de 7.000 metros quadrados.

A Tenaris, de origem ítalo-argentina, usará uma área de 4.000 metros quadrados, e planeja investir US$ 21 milhões. Ela é líder na fabricação de produtos tubulares para a indústria de petróleo e gás e também fabrica equipamentos para outras indústrias, como a automotiva.

Luiz Chad, gerente de tecnologia da empresa, afirmou que 80% das atividades de pesquisa serão voltadas para a indústria petrolífera.

(Fabia Prates)
(O Globo, 22/12)