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Startup, fundado por pesquisadoras da UFRJ, desenvolve plataforma para facilitar a compra de produtos laboratoriais
17/09/2019

A burocracia é um dos gargalos para o desenvolvimento científico e tecnológico nacional. O processo de aquisição de produtos e insumos para laboratórios de pesquisa no País esbarra, muitas vezes, em dificuldades geradas pelo excesso de exigências jurídicas e pela lentidão nos processos para importação de materiais e equipamentos. “De acordo com pesquisa realizada em 2006 pelo engenheiro Fernando Peregrino, da Coppetec/UFRJ [Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológic os, da Universidade Federal do Rio de Janeiro], o pesquisador brasileiro gasta cerca de 35% do seu tempo resolvendo questões burocráticas, como preencher formulários, pesquisar preços, pedir notas fiscais e fazer prestação de contas, em vez de fazer pesquisa. Uma simples compra de produto importado para a pesquisa leva, em média, de três a quatro meses”, contextualizou a biomédica Andreia da Silva de Oliveira, co-fundadora da startup iBench, empresa responsável pelo lançamento do iBench Market, o primeiro marketplace brasileiro dedicado a laboratórios.

Esse cotidiano foi vivido de perto por Andreia durante os anos em que se dedicou apenas à pesquisa sobre a biologia do câncer, quando cursou mestrado, doutorado e pós-doutorado na área de Biomedicina, no Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBqM/UFRJ). Ela foi contemplada pela FAPERJ, por meio do Programa de Apoio ao Pós-Doutorado (PAPD), em 2014. “Quando um pesquisador quer comprar produtos para seu laboratório, perde muito tempo procurando informação, porque elas estão fragmentadas. Ou ele passa horas na Internet ou espera um fornecedor que bate de porta em porta nos laboratórios, como era no século 20. Pensei então como seria bom se existisse no Brasil uma ferramenta online para o pesquisador poder comparar produtos e preços, de várias empresas, com todas as especificações, e como encurtaria todo esse tempo de trabalho. Pensei bastante nisso quando realizei doutorado-sanduíche nos Estados Unidos, na Escola de Medicina da Universidade de Saint Louis, no estado de Missouri, e vi como estamos engessados nessa questão no Brasil”, contou.

Para colocar essa ideia em prática, ela juntou esforços com a também biomédica Débora Moretti, atualmente doutoranda em Gestão da Inovação pela Escola de Química da UFRJ. “Débora era da Biomedicina e nos encontramos no Fundão, quando trabalhávamos na equipe do professor Renato Rozental, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, que desenvolvia dispositivos para a hipotermia cerebral. Começamos a discutir sobre soluções para desburocratizar e agilizar o processo de compras laboratoriais no País e decidimos criar a iBench”, resumiu Andreia.

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Fonte: Site FAPERJ (Adaptada)